BH e a Savassi têm o melhor carnaval com afeto e organização

Em 2026, Belo Horizonte subiu de patamar e se consolidou como um dos principais destinos turísticos da maior festa popular do Brasil.

HISTÓRIAS DA SAVASSI

Leo Perez

2/18/20262 min read

Em 2026, Belo Horizonte subiu de patamar e se consolidou como um dos principais destinos turísticos da maior festa popular do Brasil.

A capital mineira provou que a folia pode rimar com planejamento.

O bloco “Putz Grilla” transformou a Avenida Getúlio Vargas em um verdadeiro “rocknival”. Hits de Barão Vermelho, Legião Urbana e Paralamas ganharam o balanço da bateria fazendo a turma sambar em frente à tradicional Sorveteria São Domingos.

Na Rua Paraíba, o bloco “Charangueiras” provou que o carnaval de BH tem uma alma que nenhum algoritmo de busca consegue traduzir totalmente. Ver aquela bateria formada exclusivamente por mães, regendo o ritmo de famílias fantasiadas, é a confirmação de que a folia mineira se consolidou pelo afeto e pela organização.

A gestão do prefeito Damião entregou uma ótima infraestrutura. Ruas fechadas com precisão pela BHTRANS, banheiros químicos em abundância e pontos estratégicos de hidratação que garantiram o conforto e bem-estar dos foliões. O “Espaço dos Foliões”, área gastronômica com barracas, manteve a turma alimentada sem o caos das filas intermináveis.

No quesito operacional, duas notas 10: para a PMMG e a Guarda Municipal, que garantiram uma festa com segurança e paz, e para o “bloco” mais querido da cidade, os garis “laranjinhas” da SLU, que deixaram o asfalto impecável antes mesmo do último confete cair.

O diferencial do Carnaval em Belo Horizonte é a empatia.

Com blocos majoritariamente diurnos e bares respeitando horários de fechamento, para preservar o sono dos moradores, Beagá mostrou que o Carnaval pode ser vibrante sem ser tão invasivo.

Como diretor da AMOSAVASSI, Associação dos Moradores da Savassi, e da FEBTUR MG, Federação Brasileira de Jornalistas e Comunicadores do Turismo, vivencio o dualismo deste momento: de um lado, o desafio de equilibrar o sossego de quem mora no bairro que teve 32 blocos neste carnaval; de outro, o entusiasmo de um setor produtivo que injeta mais de 1 bilhão de reais na economia local.

Com 612 blocos inscritos e aproximadamente 6,2 milhões de foliões, a serenidade foi o nosso direcionamento para o equilíbrio.

O mineiro abriu os braços, a organização funcionou, e o resultado foi o aconchego típico de quem sabe receber bem em qualquer época do ano.

Viva o Carnaval de “belzonte” e bora preparar para 2027.