Verde, amarelo e rosa

O visual de BH havia mudado para um tricolor inesperado e fascinante (verde, amarelo e rosa) deixando o clima deste final de junho de Copa do Mundo muito mais agradável.

HISTÓRIAS DA SAVASSI

Leo Perez

7/1/20261 min read

A última segunda-feira deste junho, friento, quebrou a rotina da capital que tem o mais belo horizonte.

Muitas empresas esvaziaram suas salas liberando os funcionários para o home office e as autarquias, municipais e estaduais, decretaram ponto facultativo, para assistir o jogo entre Brasil e Japão.

Nas ruas, o clima verde e amarelo contagiou os moradores e coloriu o comércio em cada canto da cidade.

Na minha caminhada matinal, notei uma intrusa nesta paleta de cores futebolísticas: o rosa também pedia passagem no meio do apaixonante verde e amarelo.

Seja contornando a Avenida do Contorno, cruzando a Getúlio Vargas ou contemplando a majestosa Praça da Liberdade, o notável ipê-rosa destacava se entre os carros, os pedestres e os edifícios desta nossa selva de pedras.

Suas flores enfeitam o topo das árvores como coroas e, ao caírem, pintam o asfalto escuro e as calçadas com um tapete vivo colorido.

Beagá abriga mais de dois milhões de moradores e ostenta pouco menos de dez mil ipês-rosas.

Mais tarde, ao ligar a TV para o apito inicial, a coincidência estética se completou: o rosa das chuteiras também predominava nos gramados do estádio.

O visual de BH havia mudado para um tricolor inesperado e fascinante (verde, amarelo e rosa) deixando o clima deste final de junho de Copa do Mundo muito mais agradável.

Que a floração dos ipês-rosas e a vitória da nossa Seleção Brasileira Canarinho mantenham aceso este momento de esperança e beleza dentro de cada um de nós.

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